Fez greve, para quê?
62 votos pelo fim da greve
45 pela continuidade da greve
em JEQUIÉ professores decidem pelo fim da GREVE
a UEFS mantém a GREVE
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
terça-feira, 7 de agosto de 2007
domingo, 5 de agosto de 2007
Feliz aniversário, minha irmã
31/07/2007
Daniel Barbosa Cassol *
Nada substitui o lucro, diz o primeiro mandamento da TAM, ainda publicado no site da empresa neste 31 de julho, quando Lina Barbosa Cassol, minha irmã, estaria completando 29 anos, se não tivesse sido morta na explosão do vôo 3054, há duas semanas.
No sábado anterior à tragédia, fui com ela a São Sepé, na casa dos nossos pais. Era a despedida da Lina, que em setembro viajaria com o noivo aos Estados Unidos, iniciar sua pesquisa de doutorado sobre câncer de mama na Universidade de Michigan. Mesmo nova, ela já havia conquistado respeito como médica oncologista e a viagem aos EUA era mais um dos seus grandes feitos, com os quais já estávamos acostumados.
Desde cedo, foi assim. De concurso de redação na escolinha João XXIII a prêmios da Sociedade Americana de Oncologia Clínica. Quando passou em primeiro lugar na medicina da UFSM, disse que um dia descobriria a cura do câncer. Talvez estivesse sonhando ou apenas brincando mas, lá em casa, nunca ninguém duvidou.
Até onde ela chegaria, agora só podemos supor. Prestes a dar um grande passo na vida, Lina morreu, junto com outras 198 pessoas que também tinham grandes planos para o futuro, o que nos leva a perguntar: que prejuízos teve o Brasil com esta tragédia?
Palavras como grooving, manete e reverso vão sendo incorporadas ao nosso vocabulário, enquanto as verdadeiras causas disto que chamam "acidente" são omitidas e a culpa, colocada em quem não pode mais se defender. Porque nada substitui o lucro, nos ensina a TAM, nem a verdade sobre uma tragédia anunciada e outras vezes já ocorrida.
Agora, a empresa nos responde com rapazotes engomados que dizem compreender nosso sofrimento. A Justiça, que poderia ter fechado o aeroporto de Congonhas antes da tragédia, preferiu silenciar. O governo demonstra mais uma vez sua absoluta falta de vontade em enfrentar os interesses econômicos. E outros políticos, igualmente responsáveis por esta tragédia, porque criadores de um sistema falho e submisso aos interesses empresariais, agora fazem discursos enérgicos, usando a dor das famílias em nome de seus interesses pessoais.
Minha mãe costuma chorar pela manhã. É quando se lembra mais da Lina, ela me diz, sem saber o que vai ser da vida, agora que está sem sua amiga e companheira. Nestes dias frios e tristes no interior do Estado, cercados de gente religiosa, nos resta acreditar que de fato a Lina tinha uma missão, curta e intensa, de tornar pessoas melhores todos aqueles que conviveram com ela.
E também resta o consolo de que estas mortes sirvam, pelo menos, para que haja mais respeito pelas vidas, diariamente perdidas no Brasil.
Feliz aniversário, minha irmã.
* Jornalista e repórter do Brasil de Fato
Daniel Barbosa Cassol *
Nada substitui o lucro, diz o primeiro mandamento da TAM, ainda publicado no site da empresa neste 31 de julho, quando Lina Barbosa Cassol, minha irmã, estaria completando 29 anos, se não tivesse sido morta na explosão do vôo 3054, há duas semanas.
No sábado anterior à tragédia, fui com ela a São Sepé, na casa dos nossos pais. Era a despedida da Lina, que em setembro viajaria com o noivo aos Estados Unidos, iniciar sua pesquisa de doutorado sobre câncer de mama na Universidade de Michigan. Mesmo nova, ela já havia conquistado respeito como médica oncologista e a viagem aos EUA era mais um dos seus grandes feitos, com os quais já estávamos acostumados.
Desde cedo, foi assim. De concurso de redação na escolinha João XXIII a prêmios da Sociedade Americana de Oncologia Clínica. Quando passou em primeiro lugar na medicina da UFSM, disse que um dia descobriria a cura do câncer. Talvez estivesse sonhando ou apenas brincando mas, lá em casa, nunca ninguém duvidou.
Até onde ela chegaria, agora só podemos supor. Prestes a dar um grande passo na vida, Lina morreu, junto com outras 198 pessoas que também tinham grandes planos para o futuro, o que nos leva a perguntar: que prejuízos teve o Brasil com esta tragédia?
Palavras como grooving, manete e reverso vão sendo incorporadas ao nosso vocabulário, enquanto as verdadeiras causas disto que chamam "acidente" são omitidas e a culpa, colocada em quem não pode mais se defender. Porque nada substitui o lucro, nos ensina a TAM, nem a verdade sobre uma tragédia anunciada e outras vezes já ocorrida.
Agora, a empresa nos responde com rapazotes engomados que dizem compreender nosso sofrimento. A Justiça, que poderia ter fechado o aeroporto de Congonhas antes da tragédia, preferiu silenciar. O governo demonstra mais uma vez sua absoluta falta de vontade em enfrentar os interesses econômicos. E outros políticos, igualmente responsáveis por esta tragédia, porque criadores de um sistema falho e submisso aos interesses empresariais, agora fazem discursos enérgicos, usando a dor das famílias em nome de seus interesses pessoais.
Minha mãe costuma chorar pela manhã. É quando se lembra mais da Lina, ela me diz, sem saber o que vai ser da vida, agora que está sem sua amiga e companheira. Nestes dias frios e tristes no interior do Estado, cercados de gente religiosa, nos resta acreditar que de fato a Lina tinha uma missão, curta e intensa, de tornar pessoas melhores todos aqueles que conviveram com ela.
E também resta o consolo de que estas mortes sirvam, pelo menos, para que haja mais respeito pelas vidas, diariamente perdidas no Brasil.
Feliz aniversário, minha irmã.
* Jornalista e repórter do Brasil de Fato
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
Estudo afirma que mídia mundial não mantém transparência com o público
O International Center for Media and the Public Agenda (ICMPA) divulgou nesta semana um estudo sobre a transparência da mídia mundial. Em seu site, o instituto cita recentes escândalos extensamente abordados pela mídia como o do ex-assessor Lewis Libby e das empresas Enron e Arthur Andersen (investigadas por fraude em auditorias).
“Os casos Libby, Enron and Arthur Andersen exigem a introdução do termo ‘transparência’ na frente das notícias. Mas quão transparentes são os veículos? Quão imparciais eles são sobre como cobrem as notícias? Como os veículos procuram fazer suas reportagens e edições de seus padrões públicos?”, afirma o texto que anuncia a pesquisa.
O ICMPA foi criado pela Universidade de Maryland e pela Faculdade Merrill de Jornalismo, em 2006. O objetivo do Centro é estudar a mídia em todo o mundo, estendendo seus estudos ao universo acadêmico das duas instituições de ensino.
ProcessosDe acordo com o estudo, a maioria dos veículos evita permitir que o público veja como seu processo editorial funciona. “A imprensa pede transparência para governos, corporações e todo mundo. Mas aqui os repórteres rejeitam transparência para eles mesmos, e ainda dizem que estão praticando bom jornalismo. O público precisa da explicação completa, que só pode ser dada pelos próprios repórteres”, afirma o repórter Sydney Schanberg, vencedor do prêmio Pulitzer, no texto que conclui o estudo.
A pesquisa comprova que os jornalistas não apenas hesitam em explicar o que e como sabem, mas também são reticentes para admitir erros e permitir que o público leia suas críticas internas.
A matéria continua em: Pesquisa mostra The Guardian como o mais transparente
http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&p2=idnot%3D38013%26Editoria%3D8%26Op2%3D1%26Op3%3D0%26pid%3D50188992841%26fnt%3Dfntnl
“Os casos Libby, Enron and Arthur Andersen exigem a introdução do termo ‘transparência’ na frente das notícias. Mas quão transparentes são os veículos? Quão imparciais eles são sobre como cobrem as notícias? Como os veículos procuram fazer suas reportagens e edições de seus padrões públicos?”, afirma o texto que anuncia a pesquisa.
O ICMPA foi criado pela Universidade de Maryland e pela Faculdade Merrill de Jornalismo, em 2006. O objetivo do Centro é estudar a mídia em todo o mundo, estendendo seus estudos ao universo acadêmico das duas instituições de ensino.
ProcessosDe acordo com o estudo, a maioria dos veículos evita permitir que o público veja como seu processo editorial funciona. “A imprensa pede transparência para governos, corporações e todo mundo. Mas aqui os repórteres rejeitam transparência para eles mesmos, e ainda dizem que estão praticando bom jornalismo. O público precisa da explicação completa, que só pode ser dada pelos próprios repórteres”, afirma o repórter Sydney Schanberg, vencedor do prêmio Pulitzer, no texto que conclui o estudo.
A pesquisa comprova que os jornalistas não apenas hesitam em explicar o que e como sabem, mas também são reticentes para admitir erros e permitir que o público leia suas críticas internas.
A matéria continua em: Pesquisa mostra The Guardian como o mais transparente
http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&p2=idnot%3D38013%26Editoria%3D8%26Op2%3D1%26Op3%3D0%26pid%3D50188992841%26fnt%3Dfntnl
FIQUE ATENTO!!
ESTÃO ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA "FESTIVAL DE MUSICA DA BAHIA - EDIÇÃO NACIONAL 2007".
PARA MAIORES INFORMAÇÕES ACESSE O LINK: www.festivaisdobrasil.com.br/fmb2007
PARA MAIORES INFORMAÇÕES ACESSE O LINK: www.festivaisdobrasil.com.br/fmb2007
ANDI realiza inscrições para Concurso de Trabalhos Acadêmicos
A Agência Nacional dos Direitos da Infância (ANDI), através do Programa InFormação, realiza, entre os dias 13 de julho e 5 de setembro, inscrições para o Concurso de Monografias, Dissertações e Teses.
A iniciativa pretende premiar trabalhos acadêmicos em qualquer área do conhecimento, que tenham como foco a relação entre a Comunicação e a agenda social brasileira.
Poderão participar da premiação estudantes e profissionais que tenham defendido um trabalho acadêmico em curso - de graduação, mestrado ou doutorado - reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) em qualquer Instituição de Ensino Superior Brasileira ou, excepcionalmente, teses de doutorado e dissertações de mestrado defendidas por brasileiros em universidades estrangeiras.
Os trabalhos precisam ter sido defendidos no período de 13 de julho de 1990 a 13 de julho de 2007.
Os contemplados serão conhecidos no dia 15 de outubro, quando serão concedidos três prêmios em dinheiro para cada uma das três categorias: Tese de doutorado; Dissertação de mestrado e Monografia de graduação.
Os interessados devem efetuar uma pré-inscrição on-line, através do sítio do Programa InFormação (www.informacao.andi.org.br).
fonte: (Pulsar/mandacaru)
A iniciativa pretende premiar trabalhos acadêmicos em qualquer área do conhecimento, que tenham como foco a relação entre a Comunicação e a agenda social brasileira.
Poderão participar da premiação estudantes e profissionais que tenham defendido um trabalho acadêmico em curso - de graduação, mestrado ou doutorado - reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) em qualquer Instituição de Ensino Superior Brasileira ou, excepcionalmente, teses de doutorado e dissertações de mestrado defendidas por brasileiros em universidades estrangeiras.
Os trabalhos precisam ter sido defendidos no período de 13 de julho de 1990 a 13 de julho de 2007.
Os contemplados serão conhecidos no dia 15 de outubro, quando serão concedidos três prêmios em dinheiro para cada uma das três categorias: Tese de doutorado; Dissertação de mestrado e Monografia de graduação.
Os interessados devem efetuar uma pré-inscrição on-line, através do sítio do Programa InFormação (www.informacao.andi.org.br).
fonte: (Pulsar/mandacaru)
Assinar:
Postagens (Atom)
