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domingo, 15 de abril de 2007

QUE ROUPA USAR?


É um tema muito interessante, discutir os trajes dos nossos politícos. Sem dúvida alguma é um tema mais relevante, do que falar dos problemas sociais do nosso país.
Penso que é rídiculo se criar (quase) uma CPI para discutir os caminhos e descaminhos do chapéu de catingueiro do deputado do PV - Bahia Mão Branca. Assim, como um jornalista dá vazão para esse tipo de episódio. As matérias vinculadas pela mída brasileira só faltaram ser feitas por criticos de moda, o que seria no mínmo natural e talvez mais sensato, pelo menos ouviriamos uma "segunda opinião".

Poliana Bicalho

Luiz Fernando Veríssimo

E tudo mudou...
> > O rouge virou blush
> > O pó-de-arroz virou pó-compacto
> > O brilho virou gloss
(...)
> > O corpete virou porta-seios
> > Que virou sutiã
> > Que virou lib
> > Que virou silicone
>> Confeti virou MM
(...)
>> A purpurina virou gliter
> > A brilhantina virou mousse
> > A tanga virou fio dental
> > E o fio dental virou anti-séptico bucal
(...)
> > É um filho onde éramos seis
> > O namoro agora é virtual
> > A cantada virou torpedo
> > E do "não" não se tem medo
(...)
> > Lobato virou Paulo Coelho
> > Caetano virou um chato
> > Chico sumiu da FM e TV
> > Baby se converteu
(...)
> > A AIDS virou gripe
> > A bala antes encontrada agora é perdida
> > A violência está coisa maldita!
> > A maconha é calmante
> > O professor é agora o facilitador
> > As lições já não importam mais
> > A guerra superou a paz
> > E a sociedade ficou incapaz...
> > .... De tudo.
> >> > Inclusive de notar essas diferenças.> >> > (Luiz Fernando Veríssimo)

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Critica Cinematográfica


Amácio Mazzaropi (1912-1981) foi um gênio para a sua época. Não por criar uma estética nova para o cinema brasileiro, mas por criar uma indústria de cinema nacional independente, com salas de exibição sempre cheias. Todavia ao longo da história o cineasta sofreu com severas criticas dos intelectuais da sua época e vêm sofrendo com a omissão de acadêmicos e cinéfilos da atualidade por sua cinematografia. Todavia negar o sucesso e conquistas de Mazzaropi é negar a própria história do cinema brasileiro.
Mazzaropi surgiu no circo. Depois trabalhou no rádio. Logo em seguida estaria na televisão. Após um convite, entrou no cinema. Gostava de tudo que se comunicava com o público. Por isso em 1958 resolve investir todo seu patrimônio na montagem da P.A.M. FILMES (Produções Amacio Mazzaropi), visto que desde 1954 a Vera Cruz apresenta sérios problemas financeiros. Além de produzir, Mazza passa a controlar todo o processo de distribuição e recepção dos filmes no país.
Em entrevista a revista Veja do dia 28.01.1970, feita pelo jornalista Armando Salem, disponível no site www.museumazzaropi.com.br, podemos conhecer o discurso deste Produtor.
Ao ser indagado de quem seria seu público ele responde “Meu público é o Brasil, do Oiapoque ao Chuí. Eu loto casa em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Acre, Rondônia, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, ilha do Bananal.” O sucesso de seus filmes estaria no direcionamento dado a eles. Não sendo apenas um filme sobre os brasileiros, mas, sobretudo para os brasileiros. Nas suas obras ele trataria de assuntos sérios, mas com muita sutileza, envoltos pela comicidade. Ele queria que o público se divertisse e se identificasse com os personagens.
O Cinema Novo surgiria no país paralelamente a obra de Mazza. Para ele “Não, eu não tenho nada contra ele. Só acho que a gente tem que se decidir: ou faz fita para agradar os intelectuais (uma minoria que não lota uma fileira de poltronas de cinema) ou faz para o público que vai ao cinema em busca de emoções diferentes”.
O Cinema Novo, com uma linguagem mais complexa e, portanto de difícil compreensão afastava o público do cinema, apesar de ser ovacionada pela critica. O Cinema de Mazzaropi o que ocorria era o inverso. Todavia apesar de seus enredos serem tolos, previsíveis, era notório a preocupação estética do Produtor. Ele tecnicamente oferecia bons filmes para o seu público.
Em 1963 a P.A.M. Filmes, lançaria o filme “Casinha Pequenina”, filme colorido, 102 minutos, considerado a obra-prima do cineasta. A história tem como pano de fundo a situação dos escravos, a crueldade na qual eram tratados, a complacência de outros frente à situação e por fim a Abolição da Escravatura em 1988.
O personagem Chico (Amácio Mazzaropi) é casado com Fifica (Geny Prado) e tem dois filhos. Eles são empregados da fazenda do Coronel Pedro, que chantageado por Carlota (ela sabe que o coronel matou um homem) exige que ele case sua filha Inês com um bom partido. Essa é a trama principal do enredo. Sendo que Nestor (Tarcisio Meira) filho de Chico é a figura chave da trama, o mocinho que é enganado e usado. Ao se envolver efetivamente com a moça, ele renega a sua família e não acredita em estar participando de um golpe. No desfecho da história, os maus são punidos (ou morre) e os bons são justiçados (inclusive os escravos com sua libertação).
O filme “Casinha Pequenina” possui a presença marcante de valores familiares e de direitos humanos, mas não chega a questionar a sociedade da época. Possuindo apenas dois momentos musicais (ao contrário das Chanchadas), a narrativa é dramática (cômica e trágica), tendo figurinos e locações condizentes com o momento histórico retratado. Porém, encontramos alguns problemas na iluminação e no enquadramento, todavia devemos levar em consideração a precariedade dos equipamentos da época. Em certos as aspectos o enredo de “Casinha Pequenina” é até surpreendente (com a morte de Inês no final e a prisão do coronel), impressionando até o público do século XXI.
Com certeza assistir a obra de Mazzaropi, o famoso Jeca Tatu é uma obrigatoriedade a todos aqueles que pretendem trabalhar com cinema no nosso país. Não podemos cometer a injustiça de esquecê-lo no tempo. Pois Mazzaropi fez o que ainda hoje parece ser impossível em termo de produção cinematográfica.

sábado, 7 de abril de 2007

Na fila como bois

A charge de Amorim, publicada no jornal Correio do Povo no dia 04/04/2007, fazendo um critica a situação caótica que encontram os aeroportos brasileiros, encaixou perfeitamente (com suas devidas proporções, é claro!)) com a situação enfrentada por milhares de pessoas, para Seleção Pública Regime Especial de Direito Administrativo – Reda, do governo da Bahia. Seleção essa, em que os contratados trabalharão por dois anos podendo ser renovado por igual período. As vagas foram para professores e áreas administrativas (assistente de atividade administrativa, auxiliar de alimentação escolar e serviços gerais), com salários oscilando entre R$ 700,00 e R$350,00. As inscrições dos candidatos de Vitória da Conquista e região foram feitos nos únicos dois pontos autorizados pela Secretaria da Educação: uma na Normal (próximo ao Centro da Cidade) e outro no Centro Integrado (lado Oeste da Cidade). O que logicamente, originou longas, longuíssimas filas.
Aí surge a indagação: Por que não utilizar a tecnologia para facilitar a vida da população? Pois, a tecnologia está aí, a serviço de todos (sei que há uma falsa democratização) de fácil acesso para os órgãos públicos e porque essa não é utilizada? É humilhante por demais, um pai e uma mãe de família passar cerca de 10 horas em uma fila apenas para fazer uma inscrição, que não leva mais de 5 minutos. Por que não facilitar? É achar que a população é burra demais e que não acertaria efetivar a inscrição de forma eletrônica. Será? São apenas suposições....
O quem mais impressiona é que de fato, é que as pessoas não reclamam. A necessidade financeira as faz refém de suas próprias misérias. E neste contexto, suas vontades não fazem nenhum sentido.
Acredito, porém que um passo importante foi dado, a própria realização do Processo Seletivo Simplificado, representa um ato legitimo de transparência pública.
Porém rever a forma como que as coisas ocorreram, é fundamental para que não se cometa os mesmos erros nos próximos processos seletivos (aguardamos muitos outros!). Pois para essa seleção se a inscrição foi um caos quem não me garante que o dia da prova (15/04) também não seja? Na esperança que tudo ocorra bem, da forma mais tranqüila e honesta, concluo as minhas indagações.

terça-feira, 3 de abril de 2007

REFLEXÕES CULTURAIS

Nenhuma atividade mais expressiva ocorreu em Vitória da Conquista, que registrasse o que dia de hoje significa para os artistas do teatro e do circo de todo o mundo. A não ser pequenas reflexões, um brinde a Dionísio e as divagações frente ao novo Governo Estadual, feita por um grupo resistente de artistas conquistense.O que se ver no geral é uma apatia da classe e uma "desinformação" da população, que meio a tantas carências se indaga: Pra que Arte? Que coisa mais besta! De cunho filosófico e um tanto ufanista, permito-me dizer: “A arte alimenta a alma! E que viva o teatro! Que viva o circo! E que Dionísio nos ilumine frente a tanto descaso!!”
Estamos em abril, mas os requicios do carnaval parece não querer nos abandonar. Nada contece, nada se fala, nada se manifesta. Diante dessa situação, percebo que o problema não são de governos, são de ideologias. A arte é vista como acessório, deste a implantação da Escola de Belas Artes por D. João IV e assim continua.

AUDIÇÃO DO GRUPO CAÇUÁ DE TEATRO

AUDIÇÃO DO CAÇUÁ MOVIMENTA CONQUISTA!

Antecipando as comemorações dos seus 10 anos de existência, o Grupo Caçuá de Teatro abre audição para selecionar novos atores para seus projetos. O conhecido grupo teatral conquistense firmou-se como elo importante na formação de atores no sudoeste da Bahia, na excelência de discussões culturais, pesquisas, estudos e espetáculos tendo como foco a cultura popular sertaneja, e de seus projetos voltados para a comunidade local.
Desde que surgiu em 1997, ainda como Grupo de Teatro da UESB, que o grupo abre audição destinada à comunidade e esta parceria continuou no Centro de Cultura, no Projeto Arte para a Comunidade, oferecendo curso de teatro gratuito durante mais de cinco anos, a crianças, jovens e adultos de vários segmentos sociais na cidade, sob a coordenação atenta do professor de teatro, também ator e diretor, Marcelo Benigno.
Muitos passaram pelas oficinas do Caçuá nesses anos e se encontraram na vida, outros continuam na carreira artística, seja na Escola de Teatro da Ufba, seja ministrando aulas de teatro e arte-educação na cidade, ou conquistando projetos e os palcos de fora, num reflexo que deixa claro o compromisso e qualidade do trabalho desenvolvido desde então, pelo grupo conquistense!
Vale salientar que este projeto das audições é totalmente filantrópico, pois nunca o grupo obteve nenhum tipo de apoio ou patrocínio para custear a sua produção ou remunerar os professores e as pessoas envolvidas!
A audição volta aos palcos do Centro de Cultura e promete agitar o cenário artístico conquistense. A última aconteceu no ano de 2004 e tiveram quase 200 inscrições!
A metodologia continua a mesma!
Nos três dias da seleção os interessados terão aulas do repertório do grupo, com exercícios de corpo, voz, improvisação, dança, debates, entrevistas e por final, a apresentação, no teatro, de um monólogo escolhido pelo candidato, numa seleção de nove textos sugeridos. A Audição do Caçuá 2007 acontecerá nos dias 13, 14 e 15 de abril, no Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima, em Conquista e as inscrições estão abertas no local!
Para realizar a inscrição os candidatos deverão escrever uma carta de interesse explicando os motivos pelos quais quer participar do grupo, ter acima de 15 anos de idade, comprovar escolaridade, ter disciplina, vontade e tempo para as aulas. A taxa de inscrição será de 2 real e 1kg de alimento que serão distribuídos a uma intuição pelos candidatos aprovados!

Informações pelos telefones:
Marcelo Benigno – (71) 9976.9633
Poliana Bicalho - (77) 88061030
Centro de Cultura - (77) 34243006

Ou pelo e-mail: http://br.f577.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=cacuadeteatro@hotmail.com