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domingo, 9 de setembro de 2007

Vídeo Conferência

O Espaço Atuar, como Ponto de Rede do Programa Cultura e Pensamento, esta realizando as vídeo conferencias do Seminário Mutações transmitido ao vivo as segundas, terças e quartas, as 19 h, de 10 a 02/10Conferencias: 10 de Set – Sérgio Paulo Rouanet: por um saber sem fronteiras 11 de Set – Newton Bognotto: as mutações do poder e o limite do humano12 de Set – Michel Déguy: poesia sem palavra?12 de Set – EugèneEnriquez: novas efetividades eletivas 17 de Set – Olgária Matos: metamorfoses do tempo18 de Set – Maria Rita Kehl: Depressão e imagem do novo mundo 19 de Set – Luiz Alberto Oliveira: sobre o caos e novos paradigmas 24 de Set – Fréderic Gros: fim da guerra clássica – novos estados de violência 25 de Set – Renato Lessa: o que matem um homem vivo:devaneios sobre algumas transfigurações do humano 26 de Set – João Camillo Penna: máquinas utópicas e distópicas 02 de Out – Paulo Sergio Duarte: metamorfoses da visibilidade

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

JUDITE QUER CHORAR, MAS NÃO CONSEGUE!!!!


JUDITE começa a tomar consciência de sua história e vislumbra a possibilidade de mudança apesar de sua apatia.


Com o bailarino de Salvador Edu O. no Teatro Carlos Jeovah em Conquista, 8,9 E 10 DE SETEMBRO DE 2007, ás 20h.
Valor: R$ 10,00 e R$ 5,00

Chapeuzinho Vermelho na imprensa - Diferentes maneiras de contar a mesmahistória:


JORNAL NACIONAL (William Bonner): "Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobona noite de ontem...".(Fátima Bernardes): "... mas a atuação de um caçador evitou uma tragédia".

PROGRAMA DA HEBE(Glória Maria): "... que gracinha, gente. Vocês não vão acreditar, mas essamenina linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é mesmo?"

CIDADE ALERTA (Datena): "... onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê asautoridades? ! A menina ia para a casa da avozinha a pé! Não tem transportepúblico! Não tem transporte público! E foi devorada viva... Um lobo, um lobo safado. Põe na tela!! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo,não tenho medo de lobo, não.

REVISTA VEJALula sabia das intenções do lobo.

REVISTA CLÁUDIA Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos nocaminho.

REVISTA NOVADez maneiras de levar um lobo à loucura na cama.

FOLHA DE S. PAULOLegenda da foto: "Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador ". Na matéria, box com um zoólogo explicando os hábitos alimentares dos lobose um imenso infográfico mostrando como Chapeuzinho foi devorada e depoissalva pelo lenhador.

O ESTADO DE S. PAULO Lobo que devorou Chapeuzinho seria filiado ao PT.

O GLOBOPetrobrás apóia ONG do lenhador ligado ao PT que matou um lobo pra salvarmenor de idade carente

ZERO HORA Avó de Chapeuzinho nasceu no RS.

AQUISangue e tragédia na casa da vovó

REVISTA CARAS (Ensaio fotográfico com Chapeuzinho na semana seguinte)Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS: "Até ser devorada, eu não dava valor para muitas coisas da vida. Hoje sou outra pessoa"

PLAYBOY (Ensaio fotográfico no mês seguinte)Veja o que só o lobo viu.

REVISTA ISTO ÉGravações revelam que lobo foi assessor de político influente.

G MAGAZINE (Ensaio fotográfico com lenhador)Lenhador mostra o machado

SUPER INTERESSANTELobo mau! mito ou verdade ?

DISCOVERY CHANNELVamos determinar se é possível uma pessoa ser engolida viva e sobreviver

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

REFLEXÕES COTIDIANAS

Fez greve, para quê?


62 votos pelo fim da greve
45 pela continuidade da greve
em JEQUIÉ professores decidem pelo fim da GREVE
a UEFS mantém a GREVE

terça-feira, 7 de agosto de 2007

REFLEXÕES COTIDIANAS

A célula da corrupção na sociedade brasileira está ao FURAR a fila.

domingo, 5 de agosto de 2007

Feliz aniversário, minha irmã

31/07/2007
Daniel Barbosa Cassol *

Nada substitui o lucro, diz o primeiro mandamento da TAM, ainda publicado no site da empresa neste 31 de julho, quando Lina Barbosa Cassol, minha irmã, estaria completando 29 anos, se não tivesse sido morta na explosão do vôo 3054, há duas semanas.
No sábado anterior à tragédia, fui com ela a São Sepé, na casa dos nossos pais. Era a despedida da Lina, que em setembro viajaria com o noivo aos Estados Unidos, iniciar sua pesquisa de doutorado sobre câncer de mama na Universidade de Michigan. Mesmo nova, ela já havia conquistado respeito como médica oncologista e a viagem aos EUA era mais um dos seus grandes feitos, com os quais já estávamos acostumados.
Desde cedo, foi assim. De concurso de redação na escolinha João XXIII a prêmios da Sociedade Americana de Oncologia Clínica. Quando passou em primeiro lugar na medicina da UFSM, disse que um dia descobriria a cura do câncer. Talvez estivesse sonhando ou apenas brincando mas, lá em casa, nunca ninguém duvidou.
Até onde ela chegaria, agora só podemos supor. Prestes a dar um grande passo na vida, Lina morreu, junto com outras 198 pessoas que também tinham grandes planos para o futuro, o que nos leva a perguntar: que prejuízos teve o Brasil com esta tragédia?
Palavras como grooving, manete e reverso vão sendo incorporadas ao nosso vocabulário, enquanto as verdadeiras causas disto que chamam "acidente" são omitidas e a culpa, colocada em quem não pode mais se defender. Porque nada substitui o lucro, nos ensina a TAM, nem a verdade sobre uma tragédia anunciada e outras vezes já ocorrida.
Agora, a empresa nos responde com rapazotes engomados que dizem compreender nosso sofrimento. A Justiça, que poderia ter fechado o aeroporto de Congonhas antes da tragédia, preferiu silenciar. O governo demonstra mais uma vez sua absoluta falta de vontade em enfrentar os interesses econômicos. E outros políticos, igualmente responsáveis por esta tragédia, porque criadores de um sistema falho e submisso aos interesses empresariais, agora fazem discursos enérgicos, usando a dor das famílias em nome de seus interesses pessoais.
Minha mãe costuma chorar pela manhã. É quando se lembra mais da Lina, ela me diz, sem saber o que vai ser da vida, agora que está sem sua amiga e companheira. Nestes dias frios e tristes no interior do Estado, cercados de gente religiosa, nos resta acreditar que de fato a Lina tinha uma missão, curta e intensa, de tornar pessoas melhores todos aqueles que conviveram com ela.
E também resta o consolo de que estas mortes sirvam, pelo menos, para que haja mais respeito pelas vidas, diariamente perdidas no Brasil.
Feliz aniversário, minha irmã.

* Jornalista e repórter do Brasil de Fato