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domingo, 1 de julho de 2007

Relações étnico-raciais e educação

por Mônica Lacerda

O reconhecimento das discriminações por que passam os negros numa sociedade hierarquizada e desigual é o primeiro passo para o rompimento do mito de que vivemos numa democracia racial. Para aumentar as discussões acerca dessa temática, será realizado na Uesb o I Simpósio sobre Relações Étnico-Raciais e Educação.
O evento acontecerá de 12 a 14 de setembro, no Teatro Glauber Rocha, campus de Vitória da Conquista. Esse é um projeto de extensão da Universidade que visa a implementar políticas educacionais de diversidade étnico-racial na educação.
A coordenação é do professor do Departamento de Filosofia e Ciências Humanas (DFCH), Benedito Gonçalves. A programação inclui palestras e minicursos. Em breve, serão divulgados, neste site, os temas das palestras e as datas paras as inscrições.

É lei
O Ministério da Educação estabeleceu, em março de 2004, as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Essas diretrizes foram instituídas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) para dar continuidade ao que a Lei de Diretrizes e Bases dispõe sobre a obrigatoriedade do ensino oficial de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana na Educação Básica.

Assessoria de Comunicação
http://www.uesb.br/ascom/ver_noticia_.asp?id=2311

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Censo Cultural

Os artistas conquistesses, devem ficar atentos. A PMVC está reiniciando o censo cultural,com a finalidade de atualizar o seu Banco de Dados, com objetivo de melhor manter contato com a classe artítica e profissionais da área cultural. Por isso, respondem o e-mail contendo o formulário ou ainda, repassem o mesmo para seus amigos artistas.
Faça a sua parte!!

Fórum Permanente de Teatro da Bahia - CONVOCAÇÃO

Preocupados com os rumos que vêm tomando as políticas culturais, mas também pela necessidade fundamental de organização para propor e exigir mudanças, estamos convocando a todos a estarem presentes no dia 30 de junho de 2007, das 9h ao 12h no Teatro Xisto Bahia para retomarmos o Fórum Permanente de Teatro da Bahia que será a instância de base para a construção da Câmara Setorial de Teatro do Estado da Bahia. Sua presença é indispensável para que as idéias defendidas posteriormente por esta Câmara Setorial sejam realmente de caráter representativo e democrático.Atenciosamente,Marconi ArapongaCia Ziriguidum Borogodó de Teatro/Cooperativa Baiana de Teatro.

comunicacao@teatrovilavelha.com.br

FOLHA TREINAMENTO

O que é o programa de treinamento da Folha?O programa de treinamento é um curso intensivo de jornalismo diário que dura cerca de três meses, em período integral. É uma das melhores maneiras de aprender a fazer jornal, conhecer a rotina e os profissionais da Folha e capacitar-se a trabalhar na Redação. O jornal promove em geral três turmas de treinamento por ano. A seleção para o programa passa por três fases: conheça cada uma delas.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/treinamento/

terça-feira, 19 de junho de 2007

Governo se recusa a negociar e Fórum das AD’s indica permanência da greve

Os representantes do Fórum das AD’s estiveram ontem, em Salvador, para mais uma reunião com o Governo, previamente agendada no dia 31 de maio. Entretanto, mais uma vez, a audiência não foi realizada. O Secretário de Relações Institucionais, Rui Costa, reafirmou que a Mesa Setorial do Ensino Superior não seria instalada enquanto a greve dos professores universitários estiver em vigor.
Segundo a Coordenadora do Fórum das AD’s, Maslowa Freitas, o Governo solicitou aos reitores a lista dos professores que estão participando do movimento grevista, contudo, os reitores negaram-se a fornecer os dados.
Diante dos fatos, a avaliação do Fórum das AD’s é de que a greve deve ser mantida até que o Governo apresente uma proposta concreta de incorporação da GEAA. Um pedido de audiência foi protocolado junto à SEC, SAEB, SERIN e Governadoria com o objetivo de retomar as negociações.
Nesta terça (19), os representantes das quatro associações docentes estarão na Assembléia Legislativa durante todo o dia para fazer contatos com os deputados e protocolar o pedido de Sessão Especial na Assembléia Legislativa. Além disso, uma Audiência Pública na Comissão de Educação está sendo agendada para tratar da pauta do movimento docente.

Comando de Greve da Adusb/Diretoria da Adusb

terça-feira, 5 de junho de 2007

A nova cara do movimento estudantil

A ocupação da reitoria da USP fez os estudantes despertarem e questionarem seu papel na universidade

A ocupação da reitoria da USP no dia 3 de maio resgatou a expressão movimento estudantil, que só era lembrada quando se falava em tempos remotos da nossa história, como a ditadura militar. Na década de 60, participar da mobilização era um ato de heroísmo, pois significava correr riscos, ser perseguido pelas autoridades e repreendido pela família, que temia o desaparecimento misterioso do jovem militante. Hoje, a imagem que muita gente tem dos estudantes é a de um bando de arruaceiros que faz tudo para não assistir às aulas, já que muitos ideais daquela época foram perdidos com as mudanças político-econô micas. O que continua tornando o movimento estudantil atrativo para os jovens é, sem dúvida, a rebeldia, nem sempre com sentido negativo, uma vez que vem aliada à luta por melhores condições de ensino e estrutura. Muitos alunos de universidades públicas não têm computador em casa, moram longe do campus nem podem gastar muito dinheiro com material didático. Como as verbas do governo não são suficientes, eles se rebelam e fica a impressão de que são os únicos engajados.

Fred: militante que paga mensalidadeMarcelo Santos, aluno da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciência Humanas - USP) e membro da comissão de comunicação da ocupação, acha que ser politizado é uma obrigação do aluno de universidade pública: Mesmo que não seja de nenhum partido ou siga alguma ideologia, só de estar aqui dentro você faz parte da política, você é um número, uma estatística do governo . Frederico Antonelli, aluno e membro do centro acadêmico da Faculdade Cásper Líbero, destaca a importância do apoio de alunos das universidades particulares ao movimento: A universidade pública é um direito de todos, não só de quem está matriculado lá, mas de toda a comunidade. Independente da classe social, todos sustentam a universidade pública. Na particular, existem várias limitações para o militante. O dono, a mensalidade, a bolsa de estudos .

A mobilização que afeta os campi do interior, alguns da Unesp e a Unicamp, além de universidades de outros Estados que se solidarizaram, começou com uma carta de reivindicações dos alunos que a reitoria se recusou a receber. E foi assim, sem nenhum plano mirabolante, que eles colocaram José Serra (PMDB) e a reitora Suely Vilela em maus lençóis. Entre as 17 exigências, as principais são a revogação dos decretos do governador, que quer diminuir a autonomia das universidades, centralizando decisões sobre linhas de pesquisas e remanejamento de verbas; a criação de mais 700 moradias estudantis (atualmente, existem 1400 vagas em apartamentos para três pessoas, só que alguns chegam a abrigar 11 alunos); a contratação de professores e construção de novos prédios (os cursos de geografia e história estão superlotados, com 120 alunos por classe quando o ideal seria 70, além de salas de aula improvisadas) e ônibus circular e restaurante universitário todos os dias, não apenas nos úteis.

O mandato de reintegração de posse expedido pela Justiça no dia 16 deixou os estudantes apreensivos, mas preparados para a resistência. A expectativa era de confronto com a tropa de choque da Polícia Militar. Agora, nós não estamos tranqüilos nem apreensivos, mas sim, trabalhando , afirma Marcelo. A entrada no prédio da reitoria é controlada, mas não pense que é porque os estudantes querem esconder algum tipo de depredação. Álvaro Coimbra visitou as instalações e conta o que viu: A consciência e organização do movimento são altíssimos, não existe nenhum ato de vandalismo no prédio como se veicula na mídia . Ele é funcionário do campus Piracicaba, que apesar da greve, está com a agenda cheia - como todos os outros. As atividades vão desde passeatas, campanha salarial, mesas de debates e atividades culturais.

Quem melhor que os estudantes para ajudar o governo a perceber as dificuldades que eles enfrentam no dia-a-dia? O movimento estudantil foi e ainda é muito importante para a educação, pois contribui para discussões como a reforma universitária, o passe livre e as cotas. Não existem mais os líderes carismáticos do passado, não se vê siglas de partidos políticos e tradicionais entidades estudantis, como a UNE (União Nacional dos Estudantes), quase não são lembradas. Tudo é decidido em conjunto, nas assembléias. Eles não querem só aparecer, pois, até agora, nenhuma emissora de TV entrou no prédio da reitoria para preservar a imagem dos estudantes. As negociações não avançam, mas, mesmo assim, a polícia não invade. Essa é a nova cara do movimento estudantil. Sem dúvida, esta mobilização é inédita. Cerca de 300 estudantes estão acampados no prédio e organizam-se em comissões, entre elas: negociação, comunicação, segurança, alimentação e cultura. A auto-gestão é uma nova forma de organização e nós mostramos que funciona , explica Marcelo. Sem contar que a greve fez os estudantes perceberem sua força e lutar por seus direitos em diversos pontos do país. Até quem não era engajado está aproveitando para saber mais sobre movimento estudantil. A integração é um dos principais ganhos. Do ponto de vista do acúmulo político, só saberemos depois de algum tempo. Mas o importante é que as pessoas vão continuar militando de algum jeito, em algum lugar , finaliza.


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